quarta-feira, 13 de novembro de 2013
BioVídeos - Ecologia
Abaixo, estão os vídeos que mostrei nas nossas aulas sobre Quebra do Equilíbrio Ambiental.
Bons estudos!!
(Clique no link para assistir os vídeos)
http://globotv.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/v/veja-resultado-do-programa-lixo-zero-no-rio-de-janeiro/2848710/
http://www.youtube.com/watch?v=dIM73b1zfFE
http://www.youtube.com/watch?v=u7LBPHtOBnk
terça-feira, 19 de março de 2013
Cuidados e Prevenção - Alimentação saudável
Ter uma boa alimentação é sinônimo de vida saudável. Por meio da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, o governo incentiva a população a ter bons hábitos e conscientiza sobre os riscos de doenças causadas pela ingestão prolongada de alguns tipos de produtos.
Muitos componentes da alimentação dos brasileiros são associados ao desenvolvimento de doenças, como o câncer, problemas cardíacos, obesidade e outras enfermidades crônicas, como o diabetes. Por isso, alimentos ricos em gorduras, como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, linguiças, mortadelas, entre outros, devem ser ingeridos com moderação.
O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de doenças. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, por exemplo, podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, ensopados, guisados, cozidos ou assados.
Vida saudável
A adoção de uma alimentação saudável previne o surgimento de doenças crônicas e melhora a qualidade de vida. Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo e devem ser ingeridos com frequência.
As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias nocivas com a parede do intestino grosso.
A ingestão de vitaminas em comprimidos não substitui uma boa alimentação. Os nutrientes protetores só funcionam quando consumidos por meio dos alimentos. O uso de vitaminas e outros nutrientes isolados na forma de suplementos não é recomendável para prevenção do câncer.
Os bons hábitos alimentares vão funcionar como fator protetor se forem adotados ao longo da vida. Nesse aspecto devem ser valorizados e incentivados antigos hábitos alimentares do brasileiro, como o consumo de arroz com feijão.
O Ministério da Saúde lançou o Guia da Alimentação Saudável. Na publicação estão os dez passos para uma alimentação saudável. São eles:
• Coma feijão com arroz todos os dias ou, pelo menos, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteínas e faz bem à saúde.
• Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis.
• Consuma, no máximo, uma porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou margarina.
• Evite refrigerantes e sucos industrializados, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas e outras guloseimas como regra da alimentação.
• Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa.
• Beba pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições.
• Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física todos os dias e evite as bebidas alcoólicas e o fumo.
• Faça pelo menos três refeições (café-da-manhã, almoço e jantar) e 2 lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições.
• Inclua diariamente seis porções do grupo dos cereais (arroz, milho, trigo, pães e massas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimentos em sua forma mais natural.
• Coma diariamente pelo menos três porções de legumes e verduras como parte das refeições e três porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches.
Fonte: Ministério da Saúde
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Segundo Post de 2012
Uns acreditam, muitos não.
Só sei que a vida é dinâmica e cheia de caminhos.
Somente hoje publico o segundo post do ano.
Coisa ocorreram........ Ainda bem.
Promessas a alunos que iria colocar material, slides, questões.......
Desculpem todos.......
Vou me redimir, garanto.
Hoje publico uma aula que ministrei sobre Sucessão Ecológica.
Assunto fácil onde o aluno tem que observar a evolução, não do organismo em si, mas do ambiente como um todo.
Bons Estudos!!!!!!!!!!!
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
O novo mapa do Brasil
No começo do ano, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que propunha a criação de um plebiscito para dividir o Pará em três novos estados: Pará, Tapajós e Carajás. Além dessa votação, oito projetos de lei que propõem a criação de novos estados no país tramitam na Câmara. Entre eles, estão a criação do Maranhão do Sul, do Mato Grosso do Norte e do Estado do Rio São Francisco, na Bahia. Se todos fossem aprovados, o Brasil teria 33 estados, um Distrito Federal e quatro territórios – porções fronteiriças do País que seriam administradas diretamente pelo governo federal. Mas, segundo o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Rogério Boueri, essas novas unidades federativas não seriam capazes de sustentar sozinhos. “Eles seriam muito caros e o governo federal teria que cobrir a diferença”, diz.
Em 2008, você realizou um estudo mostrando que a criação de novos estados no Brasil seria financeiramente inviável. Isso mudou de lá para cá?
Não. Eu desenvolvi uma metodologia pra estimar quanto custa o funcionamento da maquina pública dos estados. Se soubermos qual vai ser a população e o PIB de um novo estado, conseguimos calcular quanto esse estado vai gastar. Atualizando os números do meu estudo de 2008, a criação dos estados de Tapajós e Carajás traria um déficit de dois bilhões de reais por ano.
E de onde sairia o dinheiro para cobrir esse déficit? Do governo federal?
Isso não está especificado, mas não tem existe alternativa. Na proposta de criação dos novos estados, um dos defensores diz que primeiro deveria ser aprovada a criação do estado, para depois se pensar nos custos. Isso deixa claro que ele sabe que o estado vai ter um custo e alguém vai ter que bancar.
De onde veem esses custos?
No caso do Pará, nós vamos ter um monte de estruturas em triplicidade. Por exemplo, vamos ter três executivos: três governadores, três conjuntos de secretários e assessores. Teremos três assembléias legislativas, três justiças estaduais. Enfim, todo um aparato para o funcionamento de um estado. Além de tudo, esses custos possivelmente estão subestimados. Não estou calculando o preço de nenhum tijolo para construir prédios novos ou asfalto para construir estradas. Essa infra-estrutura toda terá que ser paga por alguém. No caso do Tocantins, o último estado a ser criado no Brasil, foi o governo federal quem bancou. Durante dez anos ele ficou suplementando as verbas do estado.
Como é possível saber se um novo estado será capaz de se sustentar?
O que eu faço é calcular o peso da máquina pública em relação ao PIB do novo estado. Minha intenção é medir se ele tem base econômica para sustentar essa estrutura toda. No caso do Tapajós, os gastos estaduais corresponderiam a 51% de seu PIB. No caso do Carajás, seria 23%. A média brasileira é 12,5%. Nós estaremos criando estruturas ainda mais ineficientes.
Então, do ponto de vista orçamentário, não vale a pena criar os novos estados?
São estados que sairiam muito caros e o governo federal teria que cobrir a diferença, porque eles não são auto-sustentáveis. Então vamos criar um estado que no nascedouro já é dependente do governo federal? Isso me parece não ser uma boa política de desenvolvimento. A aprovação desse decreto legislativo que instaura o plebiscito deveria ter tido o cuidado de dizer de onde virá o dinheiro que vai pagar a conta
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Perigos do Celular Pirata
sexta-feira, 10 de junho de 2011
ENEM na Escola
Siga meu blog e, nos comentários, escreva uma frase sobre o blog. A melhor frase ganhará o passaporte do saber!!
Promoção válida até 15/06/2011
Atenção: é precido seguir o blog para poder participar; não deixem comentários como anônimos!!!!!
domingo, 29 de maio de 2011
Novo Acordo Ortográfico
As novas regras ortográficas já estão valendo desde o dia 1º de janeiro de 2009, e de acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, haverá um período de transição até 2012 em que serão válidas as duas formas de escrever: a antiga e a nova.
Portanto, esse tempo já está se esgotando.
Senti necessidade de postar essa notícia por que toda vez que vou preparar um material preciso consultar a regra para se adequar. Abaixo alguns pontos do acordo.
Veja as regras atuais e o que vai mudar na língua portuguesa:
Alfabeto |
Nova Regra |
Como é |
Como será |
Trema |
Nova regra |
Como é |
Como será |
Acentuação – ditongos "ei" e "oi" |
Nova regra |
Como é |
Como será |
Obs.: Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu. |
Acentuação – "i" e "u" formando hiato |
Nova regra |
Como é |
Como será |
Obs 1: Se a palavra for oxítona e o "i" ou "u" estiverem em posição final o acento permanece: tuiuiú, Piauí. Obs 2: Nos demais "i" e "u" tônicos, formando hiato, o acento continua. Exemplo: saúde, saída, gaúcho. |
Hiato |
Nova regra |
Como é |
Como será |
Palavras homônimas |
Nova regra |
Não existirá mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual, som e sentido diferentes) |
Como é |
Pára/para, péla/pela, pêlo/pelo, pêra/pera, pólo/polo |
Como será |
para, pela, pelo, pera, polo |
Obs. 1: O acento diferencial ainda permanece no verbo poder (pôde, quando usado no passado) e no verbo pôr (para diferenciar da preposição por). Obs. 2: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo? |
Hífen – "r" e "s" |
Nova regra |
Como é |
Como será |
Hífen – mesma vogal |
Nova Regra |
Como é |
Como será |
Hífen – vogais diferentes |
Nova regra |
Como é |
Como será |
Obs.: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo. |
Trema – desaparece em todas as palavras | |
Antes | Depois |
Freqüente, lingüiça, agüentar | Frequente, linguiça, aguentar |
* Fica o acento em nomes como Müller | |
Acentuação 2 – some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas | |
Antes | Depois |
Baiúca, bocaiúva, feiúra | Baiuca, bocaiuva, feiura |
* Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí | |
Acentuação 4 – some o acento diferencial | |
Antes | Depois |
Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa | Para, pela, pelo, polo, pera, coa |
* Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo | |
Acentuação 5 – some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar | |
Antes | Depois |
Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxagúe você | Averigue, apazigue, ele argui, enxague você |
Observação: as demais regras de acentuação permanecem as mesmas | |
Hífen – veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos: | ||
Prefixos | Usa hífen | Não usa hífen |
Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra... | Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel | Em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom |
Hiper, inter, super | Quando a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem, inter-regional | Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico |
Sub | Quando a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub-base, sub-reino, sub-humano | Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor |
Vice | Sempre: vice-rei, vice-presidente | |
Pan, circum | Quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais: pan-americano, circum-hospitalar | Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão |
As novas regras ortográficas estão valendo desde o dia 1º de janeiro de 2009. De acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até 2012 valem as duas formas de escrever: a antiga e a nova. No Ano Novo começa o chamado "período de transição". Portugal, que também aprovou o acordo ortográfico, adotará as novas regras até 2014.
O guia acima traz as mudanças que já estão definidas. Ainda há exceções - por exemplo, no uso do hífen - que deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa. Espera-se que a Academia Brasileira de Letras organize um vocabulário até fevereiro de 2009.
Vale lembrar que o que muda é a grafia. Ou seja, nada de pronunciar "lin-gui-ça". A fala continua a mesma, mesmo sem os dois pontinhos em cima do "u".
A Academia Brasileira de Letras (ABL) lançou a 2ª edição de um dicionário que tira dúvidas sobre o uso do hífen nas novas normas de ortografia. As principais definições se referem aos prefixos "co" e "re", que permaneciam uma incógnita. A primeira edição da obra, chamada "Dicionário Escolar da Língua Portuguesa" continha palavras desatualizadas.
Verbete 1ª edição | verbete 2ª edição (grafia correta) |
ante‐sala | antessala |
beribéri | beri‐béri |
chá da índia | chá‐da‐índia |
co‐herdar | coerdar |
co‐herdeiro | coerdeiro |
cricri | cri‐cri |
cricrilar | cri‐crilar |
frufru | fru‐fru |
giga-hertz | giga‐hertz |
gluglu | glu‐glu |
hãhã | hã‐hã |
mega-hertz | mega‐hertz |
nhenhenhém | nhem‐nhem‐nhém |
póstero‐exterior | posteroexterior |
póstero‐inferior | posteroinferior |
póstero‐interior | posterointerior |
póstero‐superior | posterossuperior |
quilohertz | quilo‐hertz |
re‐edificação | reedificação |
re‐edificar | reedificar |
re‐editar | reeditar |
re‐educação | reeducação |
re‐educar | reeducar |
re‐eleger | reeleger |
re‐eleição | reeleição |
re‐eleito | reeleito |
re‐embolsar | reembolsar |
re‐embolso | reembolso |
re‐encarnação | reencarnação |
re‐encarnar | reencarnar |
re‐encontrar | reencontrar |
re‐encontro | reencontro |
re‐engenharia | reengenharia |
re‐entrância | reentrância |
re‐entrante | reentrante |
re‐entrar | reentrar |
re‐enviar | reenviar |
re‐erguer | reerguer |
re‐escalonamento | reescalonamento |
re‐escalonar | reescalonar |
re‐escrever | reescrever |
re‐escrito | reescrito |
re‐estruturação | reestruturação |
re‐estruturar | reestruturar |
re‐estudar | reestudar |
re‐exame | reexame |
re‐examinar | reexaminar |
romeu‐e‐julieta | romeu e julieta |
tantã (gongo) | tam‐tam |
tão‐só | tão só |
tão‐somente | tão somente |
tintim | tim‐tim |
tique taque | tique‐taque |
tititi | ti‐ti‐ti |
xique‐xique (planta) | xiquexique |
ziziar | zi‐ziar |
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Novas Midias – Solução ou Problema?
Olá galera!!!!!!
Nesse nosso mundo virtual, os especialistas sempre apresentam um questionamento muito pertinente: as novas mídias. Twitter, msn, redes sociais (orkut, facebook, o próprio twiter), celulares, ……, uma infinidade tremenda. Você, o que acha dessas novas mídias? Comente……

terça-feira, 23 de novembro de 2010
Pesquisa com Células-tronco
Sei que a notícia é velha, mas é importante saber:
SUPREMO LIBERA PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS
Por seis votos contra cinco, STF decide que Lei de Biossegurança não fere a Constituição. Iniciado em março, julgamento foi retomado na quarta-feira e só concluído nesta quinta.
Por seis votos contra cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou nesta quinta-feira (29) as pesquisas científicas com células-tronco embrionárias sem nenhuma restrição, como previsto na Lei de Biossegurança. O julgamento começou em março. A discussão foi interrompida por um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Na quarta (28), o tema voltou à pauta do STF. Depois de quase 11 horas, o julgamento foi novamente suspenso e concluído nesta quinta, após quase cinco horas de sessão. Aprovada pelo Congresso Nacional em 2005, a Lei de Biossegurança foi alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles. Ele alegou que a legislação fere a proteção constitucional do direito à vida e a dignidade da pessoa humana. Para Fonteles, a vida humana começa com a fecundação. Ao encerrar a discussão, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, disse que o julgamento era um “marco”. "É em momentos como este que podemos perceber que a aparente onipotência do tribunal constitucional não pode restringir o legislador”, declarou. Após o resultado, o mais antigo ministro do Supremo, Celso de Mello, explicou que não será preciso nenhuma regulamentação extra no texto da lei. “O tribunal confirmou a inteira validade do artigo 5º da Lei de Biossegurança e liberou as pesquisas, observados os limites estabelecidos pelo próprio artigo”, resumiu. A lei prevê que os embriões usados nas pesquisas sejam inviáveis ou estejam congelados há três anos ou mais e veta a comercialização do material biológico. Também exige a autorização do casal. “Esse foi um julgamento histórico, em que o tribunal discutiu os limites entre a vida e morte. São questões que interessam à generalidade das pessoas”, comentou o decano, que votou pela liberação dos estudos nesta quinta.
Último dia
Nesta quinta, quando o julgamento foi concluído, votaram os ministros Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente do Supremo, Gilmar Mendes. “Onde reside a ofensa ao citado artigo 5º [da Lei de Biossegurança] na Carta Federal [Constituição] a ponto de levar à defloração da constitucionalidade?”, indagou Marco Aurélio Mello. “Desculpem-me a expressão, mas o destino de todos esses embriões seria o lixo sanitário. Dá-se-lhes, portanto, uma destinação nobre”, sustentou. “Não vejo qualquer ofensa à dignidade humana o uso de pré-embriões inviáveis ou congelados, que não teriam como destino senão um lamentável descarte”, complementou o ministro. Último a votar, o presidente do STF defendeu a criação de um comitê central de ética, ligado ao Ministério da Saúde, para regulamentar a questão. “É imprescindível. A lei brasileira deveria conter um dispositivo específico nesse sentido.” Ele ponderou, no entanto, que declarar o artigo 5º da Lei de Biossegurança totalmente inconstitucional causaria um “vácuo normativo” mais prejudicial. Ao final da sessão, os ministros Celso de Mello e Cezar Peluso bateram boca. Mello levantou dúvidas sobre o voto de Peluso, ao dizer que ele havia votado pela liberação das pesquisas, mas com restrições. Peluso sustentou que votou pela liberação das pesquisas. Os dois chegaram a gritar em plenário.
Vitória
Mesmo antes do fim do julgamento, grupos favoráveis às pesquisas e vítimas de doenças degenerativas comemoraram o resultado. Cadeirantes e cientistas celebraram a decisão em frente à estátua da Justiça. “Vitória”, gritaram. O aposentado Pedro Freire, de 60 anos, assistiu ao julgamento ao lado do neto, João Victor Freire Xavier, de 9 anos, que tem distrofia muscular. Segundo ele, o menino sempre acompanhou pela TV os debates sobre o tema. “Ele nos cobra muito, pergunta quando o remédio vai sair”, comentou. “A decisão revela que a Justiça fez o que devia fazer, não poderia punir tantas pessoas com a não-aprovação. Para nós é uma vitória, não só das famílias, mas também de todos os cientistas que lutam por isso e acreditam nas pesquisas”, disse Xavier, emocionado. Muito assediado pela imprensa, João Victor revelou um sonho: disse que queria ser um super-herói. E que só pensa em jogar futebol e pular. Uma das maiores defensoras das pesquisas com células-tronco embrionárias, a geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo (USP), disse que a decisão representa “não só uma vitória da ciência, mas também do povo”. “Todos vamos nos beneficiar dessa vitória. Temos uma enorme responsabilidade pela frente. Quero deixar claro que não estamos prometendo cura imediata, mas dar o melhor de nós nas pesquisas”, afirmou, muito emocionada. “Queremos que os pacientes saibam que vamos lutar pelas mesmas condições de saúde do Primeiro Mundo”, complementou. O próximo passo, segundo ela, é submeter os projetos de pesquisa aos comitês de ética e às agências que financiam os programas. “Vamos correr atrás do prejuízo”, explicou a especialista.
Mais em:
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Dica Ligth - Suco anti-celulite
Claro que fazer exercícios físicos e ter uma alimentação balanceada são fundamentais para combater a celulite, mas é sempre bom poder dispor de alguns truques.
Um suco com pepino, que é rico em água, com beterraba, ajuda na circulação sanguínea e varre as toxinas do corpo. Se você adicionar maçã, que facilita a digestão, e cenoura, que melhora o funcionamento do intestino, a combinação fica poderosa.
Ingredientes
1/2 pepino
1 beterraba
1/2 maçã
4 cenouras
Modo de preparo
Lave e passe todos os ingredientes na centrífuga
As propriedades desses elementos não acabam com a celulite, mas diminuem consideravelmente.....
Chegou o verão!!!!
Filtro solar só garante proteção se aplicado na quantidade certa
Roupas curtas e dias longos tornam a exposição ao sol praticamente inevitável no verão. E mesmo quem passa filtro solar diariamente pode estar menos protegido do que imagina contra o câncer de pele e o envelhecimento precoce. A aplicação de quantidades insuficientes do produto reduz o fator de proteção solar (FPS) a menos da metade, mostra um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
"Criamos uma equação que estima o real valor do FPS de acordo com a quantidade de filtro solar aplicada", explica Sergio Schalka, autor principal da pesquisa, publicada pela revista "Photodermatology, Photoimmunology & Photomedicine". "A queda da proteção é exponencial, ou seja, se você passar metade da quantidade recomendada de um protetor solar com FPS 20, o FPS real que você terá será 7."
Segundo Schalka, pesquisas anteriores mostraram que os usuários aplicam entre 0,4 miligrama e 1 miligrama de filtro solar por centímetro quadrado do corpo, quando o recomendado pelos fabricantes é de 2 miligramas. "Não adianta nada você comprar um protetor de ótima qualidade, com FPS altíssimo e aplicar de forma inadequada", alerta o dermatologista.
Outro erro comum, diz ele, é não reaplicar o filtro solar com frequência durante o período de exposição solar. "Depois de duas horas, o protetor já foi para o espaço por causa do suor, do atrito da pele com a roupa ou com a areia da praia. Mesmo um filtro que em teoria garante proteção por um tempo longo precisa ser reaplicado."
Fator 30
A Academia Americana de Dermatologia recomenda, desde outubro do ano passado, que o FPS mínimo dos filtros solares seja 30. "Aqui no Brasil já temos falado isso há pelo menos dois anos, embora não exista uma recomendação oficial", explica Schalka, que também é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. "Essa preocupação deve ser constante, pois o sol do dia a dia, ao longo da vida, prejudica mais que o da praia uma vez por ano."
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais incidente no Brasil. A estimativa para 2008, a mais recente, ultrapassava 120 mil casos. Embora a letalidade desse tipo de tumor seja baixa, nos casos em que há demora no diagnóstico pode haver risco de ulcerações e deformidades físicas graves.
"A maioria dos cânceres de pele é causada por exposição excessiva ao sol", afirma o oncologista Rafael Aron Schmerling, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. "O melanoma é a forma mais grave, mas também a menos incidente. Geralmente envolve um fator genético, uma história familiar." O filtro solar, alerta Schmerling, é apenas uma das medidas de fotoproteção. "Também é preciso usar chapéu, óculos, guarda-sol e, principalmente, evitar o sol entre 10 e 16 horas."
Aids migra para o interior do país, revela Ministério da Saúde
s grandes centros urbanos do país, onde hoje estão concentrados 52% dos casos de Aids, registraram queda de 15% na taxa de incidência da doença entre 1997 e 2007. No entanto, a incidência nos municípios com menos de 50 mil habitantes dobrou, revelando que a epidemia caminhou para o interior do país. Os dados, do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009, foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Ministério da Saúde.
Em 1997, a taxa nas cidades com menos de 50 mil habitantes era cerca de oito vezes menor do que a registrada nas cidades com mais de 500 mil pessoas. Em 2007, essa relação caiu para três vezes.
Em municípios com mais de 500 mil pessoas, houve decréscimo da taxa de incidência, entre 1997 e 2007, de 32,3 para 27,4 notificações por 100 mil habitantes. No mesmo período, a taxa nas cidades com menos de 50 mil habitantes passou de 4,4 ocorrências em 1997 para 8,2 em 2007.
Regiões
Dos 100 municípios com mais de 50 mil habitantes que apresentam maior taxa de incidência de Aids, os 20 primeiros da lista estão no Sul. A primeira colocada é Porto Alegre (RS) com taxa de incidência de 111,5 por 100 mil habitantes, seguida por Camboriú (SC) com 91,3.
A tendência de crescimento de Aids nas cidades menores e queda nas maiores confirma-se nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. O Norte e o Nordeste apresentam um perfil diferente: ocorre aumento da taxa de incidência, quando se compara 1997 com 2007, tanto em municípios grandes quanto em pequenos.
“Os dados justificam a necessidade de contínuo investimento em ações descentralizadas, respeitando as especificidades de cada local, sem perder o foco de que a epidemia, no Brasil, é concentrada”, destaca a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.
Total de casos
De 1980 a junho de 2009, foram registrados 544.846 casos de Aids no Brasil. Durante esse período, 217.091 mortes ocorreram em decorrência da doença. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos de Aids. Em relação ao HIV, a estimativa é que existam 630 mil pessoas infectadas no país.
Mais meninas
Em 1986, início da epidemia de Aids no Brasil, havia 15 casos de Aids em homens para cada caso em mulheres. A partir de 2003, a proporção mudou: para cada 15 casos em homens, existem 10 em mulheres.
Já entre jovens de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as meninas. A inversão vem desde 1998, com 8 casos em meninos para cada 10 casos em meninas.
Entre homens, a taxa de incidência em 2007 foi de 22 notificações por 100 mil habitantes e, nas mulheres, de 13,9. Em ambos os sexos, as maiores taxas de incidência se encontram na faixa etária de 25 a 49 anos.
O boletim ressalta que, em 2007, a taxa de incidência de Aids em mulheres de 50 a 59 anos (15,6 por 100 mil habitantes) é 3 vezes maior do que a taxa em mulheres com 60 e mais anos de idade (5 por 100 mil habitantes). Entre homens, a taxa de incidência também é 3 vezes maior entre os de 50 e 59 anos (26,9 por 100 mil habitantes) comparados aos de 60 e mais anos de idade 9,4 por 100 mil habitantes).
Transmissão
O boletim mostra que há uma tendência de estabilização na proporção de casos entre homens que fazem sexo com homens: a média é de 28% da proporção de casos registrados entre os homens, a partir de 2000.
Entre jovens gays na faixa etária de 13 a 24 anos, também houve aumento na proporção de registros: passou de 29,0%, em 1997, para 43,2%, em 2007.
A transmissão por drogas injetáveis apresentou uma acentuada queda no número de casos da doença, tanto em homens (de 22,6%, em 1997, para 7,4%, em 2007), quanto em mulheres (de 10,2%, em 1997, para 2,6%, em 2007).
Em 2007, entre adultos do sexo masculino, houve maior transmissão entre heterossexuais (45,1%). Em mulheres, o predomínio da forma de transmissão é heterossexual em toda a série histórica: em 1997, era responsável por 88,7% dos casos e, em 2007, esse percentual alcançou 96,9%.
De mãe para o bebê
O Brasil reduziu em 41,7% a incidência de casos de Aids em crianças menores de cinco anos de idade. O coeficiente de mortalidade também caiu cerca de 70% (em 1997, era de 2 por 100 mil habitantes, caindo para 0,6, em 2007). A queda na taxa de transmissão da mãe para o bebê é resultado dos cuidados no pré-natal e pós-parto.
Mortalidade
A mortalidade por Aids vem se mantendo estável no país, a partir de 2000, em torno de 6 mortes por 100 mil habitantes.
Nos últimos oito anos, as mortes por Aids em homens caíram e em mulheres se mantiveram estáveis. Em homens, há diminuição de óbitos a partir de 1998 (de 9,6 registros por 100 mil habitantes para 8,1, em 2008). Em 2000, foram registrados 3,7 mortes por Aids em cada 100 mil mulheres e, em 2008, o coeficiente foi de 4,1.

