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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Vírus: Vivos ou Não?!

Os vírus são muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus). A palavra vírus vem do Latim virus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da célula hospedeira.

Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos. Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto reprodução celular. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (domínios Bacteria e Archaea).

Tipicamente, estas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucleico (seja DNA ou RNA, ou os dois) sempre envolto por uma cápsula proteica denominada capsídeo. As proteínas que compõe o capsídeo são específicas para cada tipo de vírus. O capsídeo mais o ácido nucleico que ele envolve são denominados nucleocapsídeo. Alguns vírus são formados apenas pelo núcleo capsídeo, outros, no entanto, possuem um envoltório ou envelope externo ao nucleocapsídeo. Esses vírus são denominados vírus encapsulados ou envelopados.

O envelope consiste principalmente em duas camadas de lipídios derivadas da membrana plasmática da célula hospedeira e em moléculas de proteínas virais, específicas para cada tipo de vírus, imersas nas camadas de lipídios.

São as moléculas de proteínas virais que determinam qual tipo de célula o vírus irá infectar. Geralmente, o grupo de células que um tipo de vírus infecta é bastante restrito. Existem vírus que infectam apenas bactérias, denominadas bacteriófagos, os que infectam apenas fungos, denominados micófagos; os que infectam as plantas e os que infectam os animais, denominados, respectivamente, vírus de plantas e vírus de animais.

Os vírus não são constituídos por células, embora dependam delas para a sua multiplicação. Alguns vírus possuem enzimas. Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase Reversa que faz com que o processo de Transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição, o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. Os outros vírus que possuem DNA fazem o processo de transcrição (passagem da linguagem de DNA para RNA) e só depois a tradução. Estes últimos vírus são designados de adenovírus.

Vírus são parasitas intracelulares obrigatórios: a falta de hialoplasma e ribossomos impede que eles tenham metabolismo próprio. Assim, para executar o seu ciclo de vida, o vírus precisa de um ambiente que tenha esses componentes. Esse ambiente precisa ser o interior de uma célula que, contendo ribossomos e outras substâncias, efetuará a síntese das proteínas dos vírus e, simultaneamente, permitirá que ocorra a multiplicação do material genético viral.

Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro, os vírus tornam-se difíceis de matar. As mais eficientes soluções médicas para as doenças virais são, até agora, as vacinas para prevenir as infecções, e drogas que tratam os sintomas das infecções virais. Os pacientes frequentemente pedem antibióticos, que são inúteis contra os vírus, e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistência antibiótica em bactérias. Diz-se, às vezes, que a ação prudente é começar com um tratamento de antibióticos enquanto espera-se pelos resultados dos exames para determinar se os sintomas dos pacientes são causados por uma infecção por vírus ou bactérias.

Os bacteriófagos podem ser vírus de DNA ou de RNA que infectam somente organismos procariotos. São formados apenas pelo nucleocapsídeo, não existindo formas envelopadas. Os mais estudados são os que infectam a bactéria intestinal Escherichia coli, conhecida como fagos T. Estes são constituídos por uma cápsula proteica bastante complexa, que apresenta uma região denominada cabeça, com formato poligonal, envolvendo uma molécula de DNA, e uma região denominada cauda, com formato cilíndrico, contendo, em sua extremidade livre, fibras proteicas.

A reprodução ou replicação dos bacteriófagos, assim como os demais vírus, ocorre somente no interior de uma célula hospedeira.

Existem basicamente dois tipos de ciclos reprodutivos: o ciclo lítico e o ciclo lisogênico. Esses dois ciclos iniciam com o fago T aderindo à superfície da célula bacteriana através das fibras proteicas da cauda. Esta contrai-se, impelindo a parte central, tubular, para dentro da célula, à semelhança, de uma micro seringa. O DNA do vírus é, então, injetado fora da célula a cápsula proteica vazia. A partir desse momento, começa a diferenciação entre ciclo lítico e ciclo lisogênico.

No ciclo lítico, o vírus invade a bactéria, onde as funções normais desta são interrompidas na presença de ácido nucléico do vírus (DNA ou RNA). Esse, ao mesmo tempo em que é replicado, comanda a síntese das proteínas que comporão o capsídeo. Os capsídeos organizam-se e envolvem as moléculas de ácido nucléico. São produzidos, então novos vírus. Ocorre a lise, ou seja, a célula infectada rompe-se e os novos bacteriófagos são liberados. Sintomas causados por um vírus que se reproduz através desta maneira, em um organismo multicelular aparecem imediatamente. Nesse ciclo, os vírus utilizam o equipamento bioquímico (Ribossomo) da célula para fabricar sua proteína (Capsídeo).

No ciclo lisogênico, o vírus invade a bactéria ou a célula hospedeira, onde o DNA viral incorpora-se ao DNA da célula infectada. Isto é, o DNA viral torna-se parte do DNA da célula infectada. Uma vez infectada, a célula continua suas operações normais, como reprodução e ciclo celular. Durante o processo de divisão celular, o material genético da célula, juntamente com o material genético do vírus que foi incorporado, sofrem duplicação e em seguida são divididos equitativamente entre as células-filhas. Assim, uma vez infectada, uma célula começará a transmitir o vírus sempre que passar por mitose e todas as células estarão infectadas também. Sintomas causados por um vírus que se reproduz através desta maneira, em um organismo multicelular podem demorar a aparecer. Doenças causadas por vírus lisogênico tendem a ser incuráveis. Alguns exemplos incluem a AIDS e herpes.

Sob determinadas condições, naturais e artificiais (tais como radiações ultravioleta, raios X ou certos agentes químicos), uma bactéria lisogênica pode transformar-se em não-lisogênica e iniciar o ciclo lítico.

Em muitos casos os vírus modificam o metabolismo da célula que parasitam, podendo provocar a sua degeneração e morte. Para isso, é preciso que o vírus inicialmente entre na célula: muitas vezes ele adere à parede da célula e "injeta" o seu material genético ou então entra na célula por englobamento - por um processo que lembra a fagocitose, a célula "engole" o vírus e o introduz no seu interior.

Vírus não têm qualquer atividade metabólica quando fora da célula hospedeira: eles não podem captar nutrientes, utilizar energia ou realizar qualquer atividade Biosintética. Eles obviamente se reproduzem, mas diferentemente de células, que crescem, duplicam seu conteúdo para então dividir-se em duas células filhas, os vírus replicam-se através de uma estratégia completamente diferente: eles invadem células, o que causa a dissociação dos componentes da partícula viral; esses componentes então interagem com o aparato metabólico da célula hospedeira, subvertendo o metabolismo celular para a produção de mais vírus.

Há grande debate na comunidade científica sobre se os vírus devem ser considerados seres vivos ou não, e esse debate e primariamente um resultado de diferentes percepções sobre o que vem a ser vida, em outras palavras, a definição de vida. Aqueles que defendem a ideia que os vírus não são vivos argumentam que organismos vivos devem possuir características como a habilidade de importar nutrientes e energia do ambiente, devem ter metabolismo (um conjunto de reações químicas altamente inter-relacionadas através das quais os seres vivos constroem e mantêm seus corpos, crescem e pré-formam inúmeras outras tarefas, como locomoção, reprodução, etc.); organismos vivos também fazem parte de uma linhagem contínua, sendo necessariamente originados de seres semelhantes e, através da reprodução, gerar outros seres semelhantes (descendência ou prole), etc.

Os vírus preenchem alguns desses critérios: são parte de linhagens contínuas, reproduzem-se e evoluem em resposta ao ambiente, através de variabilidade e seleção, como qualquer ser vivo. Porém, não têm metabolismo próprio, por isso deveriam ser considerados "partículas infecciosas", ao invés de seres vivos propriamente ditos. Muitos, porém, não concordam com essa perspectiva, e argumentam que uma vez que os vírus são capazes de reproduzir-se, são organismos vivos; eles dependem do maquinário metabólico da célula hospedeira, mas até ali todos os seres vivos dependem de interações com outros seres vivos. Outros ainda levam em consideração a presença massiva de vírus em todos os reinos do mundo natural, sua origem - aparentemente tão antiga como a própria vida - sua importância na história natural de todos os outros organismos, etc. Conforme já mencionado, diferentes conceitos a respeito do que vem a ser vida formam o cerne dessa discussão. Definir vida tem sido sempre um grande problema, e já que qualquer definição provavelmente será evasiva ou arbitrária, dificultando assim uma definição exata a respeito dos vírus.

No homem, inúmeras doenças são causadas por esses seres acelulares. Praticamente todos os tecidos e órgãos humanos são afetados por alguma infecção viral. Abaixo você encontra as viroses mais frequentes na nossa espécie. Valorize principalmente os mecanismos de transmissão e de prevenção. Note que a febre amarela e dengue são duas viroses que envolvem a transmissão por insetos (mosquito da espécie Aedes aegypti). Para a primeira, existe vacina. Duas viroses relatadas abaixo, AIDS e condiloma acuminado, são doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). A tabela também relaciona viroses comuns na infância, rubéola, caxumba, sarampo, poliomielite - para as quais existem vacinas.

Algumas das principais viroses que acometem os seres humanos:
  • Resfriado Comum e Gripe: Embora causados por vírus diferentes, seus sintomas são semelhantes: coriza, obstrução nasal, tosse e espirro; a febre geralmente só aparece nos casos de gripe. Ambas as doenças são transmitidas por gotículas eliminadas pelas vias respiratórias (fala, espirro, tosse, etc.). Recomenda-se apenas repouso, boa alimentação, ingestão de uma grande quantidade de líquidos e, se necessário, antitérmicos e descongestionantes. Se os sintomas persistirem por mais de uma semana é necessário consultar o médico.
  • Poliomielite: Na maioria das pessoas essa virose causa apenas febre e mal-estar, no entanto, em alguns indivíduos ela pode atacar o sistema nervoso, provocando paralisia. O vírus penetra através de alimentos contaminados ou por contato com a saliva do doente. Uma vez instalada a doença, não há um procedimento específico para curá-la, sendo feito apenas um tratamento fisioterápico nos casos em que ocorre paralisia (a doença é conhecida também como paralisia infantil, embora não ataque apenas crianças), visando melhorar a coordenação muscular. Assim sendo, para evitar tal doença é muito importante que os pais vacinem seus filhos na época recomendada pelo médico.
  • Febre Amarela: É causada por um vírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti (nas cidades) e do mosquito do gênero Haemagogus (no campo). Provoca febre, vômito, dor no estômago e lesões no fígado, o que torna a pele amarelada (icterícia). O tratamento visa apenas a compensar a desidratação e a perda de sangue para dar tempo ao organismo de reagir, mas em alguns casos pode ocorrer morte por problemas cardíacos ou renais. A prevenção é feita pelo combate ao mosquito e pela vacinação, principalmente nas pessoas que vivem ou se dirigem para as regiões onde a doença se manifesta.
  • Raiva: Essa doença fatal ataca o sistema nervoso. A contração dos músculos responsáveis pela deglutição torna o ato de comer e beber muito doloroso — daí a hidrofobia (hidro = água; fobia = medo, obsessão), típica da doença. É transmitida por animais domésticos, principalmente o cão e o gato, sendo por isso obrigatória a vacinação e o recolhimento dos animais soltos na rua. Pode ser transmitida também por outros animais como ratos e morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue). Quando uma pessoa ê mordida por qualquer animal, deve-se lavar o local da ferida várias vezes com água e sabão e depois aplicar um desinfetante. O médico deve ser avisado e se houver risco de contrair o vírus, a vítima recebe soro e vacina antirábicos, que evitam a doença.
  • Hepatite Viral: A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por parasitas. A hepatite viral é provocada por cinco tipos de vírus diferentes: A, B, C, D e E. Os sintomas das diversas formas são parecidos: icterícia (pele e olhos amarelados), febre, náuseas, vômitos, falta de apetite etc. Transmitida por água e alimentos contaminados, a hepatite A normalmente regride sozinha com repouso e dieta adequada. A hepatite B é transmitida principalmente por sangue, derivados dele e relações sexuais. Embora na maioria dos casos a doença desapareça sem deixar conseqüências, 5% dos pacientes necessitam de hospitalização e 10% tornam-se doentes crônicos e podem desenvolver cirrose (lesões no fígado) e câncer de fígado. Para esta forma de hepatite (B) já existe uma vacina eficaz. A evolução das hepatites C e D é semelhante à da hepatite B (mas não há vacinas), enquanto o tipo E evolui de modo semelhante ao tipo A.
  • Herpes: O vírus produz pequenas vesículas cheias de líquido que quando arrebentam formam feridas nas mucosas ou na pele, com mais freqüência nos lábios (herpes simples) ou na região genital (herpes genital). Embora as feridas cicatrizem em poucos dias, o vírus permanece no organismo e pode provocar novas lesões. A transmissão se dá por contato direto com o portador. Há medicamentos que, embora não curem a doença, diminuem muito a freqüência e a intensidade dos sintomas.
  • Dengue: É transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, pequeno e de cor escura, que vive nas regiões urbanas e tem hábitos diurnos. Alguns dias depois da picada (período de incubação), há febre alta com duração de quatro a sete dias, dores musculares e articulares (daí o nome popular de "quebra-ossos"), na cabeça e nos olhos — pode haver fotofobia (aversão à luz) —, inflamação na garganta e sangramento na boca e no nariz. Fora isso, há possibilidade de surgimento de manchas avermelhadas na pele semelhantes às do sarampo. Cerca de uma semana depois, essas manifestações começam a desaparecer aos poucos, mas em pessoas subnutridas e debilitadas a doença pode levar à morte. A dengue não tem tratamento específico: o doente deve ficar de repouso, ingerir muito líquido e tomar medicamentos para dor e febre, indicados pelo médico. A prevenção é a mesma que a contra a febre amarela: como o mosquito põe seus ovos em águas paradas e limpas, devemos conservar tampados caixas-d'água, poços e cisternas, trocando semanalmente a água de vasos de plantas e impedindo o acúmulo de objetos que retenham água, como pneus, latas, garrafas etc. Quem já teve dengue — mesmo de uma forma assintomática (sem sintomas) — ou quem é portador de doença crônica, como a diabetes, a artrite reumatóide ou o lúpus, está sujeito a contrair a dengue hemorrágica, provocada por outro tipo de vírus. Ela começa do mesmo modo que a outra dengue, mas, quando termina a fase febril, os sintomas se agravam, com queda de pressão arterial, hemorragias da pele, intestino e gengivas, e aumento no tamanho do fígado. Neste caso, as pessoas devem permanecer em observação no hospital, uma vez que, se não houver assistência médica, a doença pode levar o paciente à morte em 10% dos casos.
  • Sarampo: Ataca principalmente crianças até dez anos de idade, provocando tosse, febre alta e manchas vermelhas no corpo. O doente fica curado naturalmente em poucos dias, mas, sobretudo em crianças subnutridas, podem ocorrer complicações, como a broncopneumonia, provocadas por bactérias e que exigem pronto atendimento médico. A transmissão se dá de um doente para outro por eliminação do vírus pelas vias respiratórias. A prevenção é feita pela vacina.
  • Rubéola: É também típica de crianças, produzindo sintomas semelhantes aos da gripe e manchas rosadas na pele, menores que as do sarampo. Tem evolução benigna, mas nas mulheres grávidas, o vírus pode passar através da placenta e provocar problemas no feto (surdez, doenças cardíacas etc). A prevenção é feita com a vacina.
  • Catapora (Varicela): Ataca principalmente crianças, provocando febre, enjôo, vômitos e pequenas bolhas no corpo. O doente melhora sozinho em poucos dias, mas é necessário procurar o médico e manter a criança isolada. Não se deve coçar as bolhas, para evitar contaminação por bactérias. Não há vacina específica e em alguns casos o vírus pode permanecer em estado latente e, mais tarde, no adulto, provocar bolhas na pele e febre alta: é o berpes-zoster ou "cobreiro".
  • Caxumba: Provoca inflamação da parótida, uma glândula salivar (daí o nome parotidite). A cura é espontânea, mas o doente deve ficar em repouso. Entretanto, principalmente nos adultos, ela pode trazer complicações para outros órgãos, como os testículos (neste caso, pode causar esterilidade).
  • Condiloma ou Verruga Genital: É causado pelo vírus HPV (papiloma vírus) que provoca lesões em forma de "verrugas" na vulva, vagina e pênis, sendo transmitido pelo ato sexual. A lesão deve ser retirada com bisturi elétrico ou produtos químicos. Mulheres que têm ou tiveram o vírus devem fazer exames ginecológicos periódicos, já que alguns subtipos do vírus têm relação com o câncer no colo do útero.
  • Aids: A Aids é um processo de destruição do sistema imunológico, que é um conjunto de células que defendem o corpo contra infecções e alguns tipos de câncer. Por isso, os doentes de Aids apresentam uma grande vulnerabilidade a infecções por germes chamados oportunistas, que para eles são fatais. Vem daí o nome da doença: Aids é a sigla de "Acquired Immunodeficiency Syndrome" (Síndrome da imuno-deficiência adquirida), o que significa que esta deficiência imunológica não é herdada dos pais, mas adquirida pelo contato com o vírus (o termo síndrome indica um conjunto de sinais e sintomas de uma doença). O nome do vírus adotado oficialmente é HIV, iniciais de "human immunodeficiency virus" — o vírus da imunodeficiência humana. Há dois tipos: o HIV-1, responsável pela quase totalidade dos casos, e o HIV-2, que é bem mais raro e produz uma forma um pouco menos agressiva da doença. A maioria das pessoas não apresenta nenhum sintoma logo após ter sido contaminada pelo vírus (mas é importante saber que, mesmo sem sintomas, ela pode transmitir o vírus para outras pessoas). Duas a quatro semanas depois do contato com o vírus, é possível que ocorram febre, diarréia, cansaço, falta de ar, aumento dos gânglios linfáticos nas axilas, pescoço e virilha, manchas avermelhadas na pele, sapinho (candidíase) e uma série de sintomas que podem aparecer em outras doenças, como a mononucleose. Por isso, somente um diagnóstico médico é capaz de indicar se a pessoa tem realmente a doença. Uma ou duas semanas depois os sintomas desaparecem, mas o vírus continua a se reproduzir no corpo. Após um tempo variável, surgem as infecções oportunistas, acompanhadas por emagrecimento e fraqueza. Uma vez instalada a doença, ela é fatal. O contágio ocorre principalmente através de esperma, sangue, leite materno e secreções vaginais, que entram em contato com o sangue de outra pessoa através de lesões na pele ou mucosas. Portanto, a infecção pode acontecer nas relações sexuais, transfusões, gravidez, parto, amamentação e uso de agulhas e outros instrumentos contaminados (bisturis, tesouras etc). Até a década de 1990, não foi registrado nenhum caso de contágio do vírus da Aids através de picadas de mosquito, apertos de mão, abraços, beijos sociais, tosse, espirro, uso de piscinas ou uso comum de roupas, toalhas, copos, talheres, privadas, serviços de lavanderia etc. Existem pessoas infectadas há mais de quinze anos que ainda não desenvolveram a doença. Não se sabe ainda por que; talvez elas sejam resistentes ao vírus da Aids. Tanto os doentes quanto os portadores assintomáticos podem ser identificados através de testes em amostras de sangue. O mais usado é o Elisa. Mas como há a possibilidade de um resultado positivo falso, é necessário submeter a amostra duas vezes ao teste ou recorrer a um teste mais preciso, como o Western-Blot. Ainda não existe cura para a Aids, mas medicamentos como o AZT, ddI, ddC, que inibem a enzima transcriptase reversa, e os chamados inibidores de proteases (outra enzima de vírus) prolongam a vida do paciente e melhoram suas condições de existência. Os doentes devem ter acompanhamento médico constante, de modo que as infecções possam ser prontamente identificadas (como a pneumonia, o herpes, a candidíase) e tratadas com antibióticos e outras medicações específicas. As vacinas contra a Aids estão em fase experimental, mas a capacidade que o vírus tem de sofrer mutações, produzindo novas linhagens de vírus imunes aos anticorpos contra as linhagens antigas, diminui a probabilidade de se conseguir uma vacina eficaz. A melhor proteção contra a transmissão da Aids por via sexual é o uso do preservativo masculino ou camisinha. Para prevenir-se contra a transmissão por via endovenosa (pelo sangue) é necessário controlar os bancos de sangue e utilizar apenas seringas ou agulhas descartáveis. Mulheres portadoras do vírus não devem ficar grávidas; e os instrumentos que possam ser contaminados pelo sangue de pessoas infectadas devem ser esterilizados.
  • Vírus e Câncer: O câncer aparece quando certos genes que controlam o crescimento e a divisão celular sofrem alguma alteração, que pode ser provocada por radiação, produtos químicos ou certos tipos de vírus, como o HTLV-1 (human T-cell lymphotrophic vírus type 1). Este vírus é similar ao da Aids e, em vez de destruir as células de defesa do organismo, como faz o vírus da Aids, faz com que elas se reproduzam descontroladamente, provocando leucemia. O vírus se transmite por transfusão sanguínea, contato sexual, seringas contaminadas e amamentação.
  • Os Vírus Emergentes: Febre alta, dores no corpo, vômito, diarréia e hemorragias generalizadas nos órgãos e na pele, que se rasga e se solta dos ossos, com o sangue saindo por todos os poros do corpo. Em cerca de dez dias a pessoa morre: são os sintomas da febre hemorrágica causada pelo vírus Ebola. Esse vírus apareceram pela primeira vez em 1967, quando matou sete pessoas na cidade alemã de Marburgo. Voltou a aparecer em 1976, no Sudão e no Zaire (às margens do rio Ebola, de onde se origina o nome do vírus), matando centenas de pessoas e, novamente, no Zaire, em 1995, dizimando cerca de cem pessoas. O vírus é transmitido de uma pessoa contaminada para outra pelo contato direto com sangue, suor, saliva e sêmen. Mata 90% das vítimas, destruindo seus vasos sanguíneos. Não há tratamento específico, mas se as vítimas forem isoladas e mantidas em condições higiênicas adequadas, a epidemia pode ser controlada. O Ebola faz parte de um grupo de vírus que circulam há muito tempo em animais que vivem em áreas não habitadas pelo homem ou em populações humanas isoladas (no caso do Ebola, o reservatório, isto é, o animal que abriga o vírus, parece ser uma espécie de macaco). Com a chegada do homem nesses ambientes, o vírus começa a se espalhar na população humana. Por isso, esses vírus são chamados de “Vírus emergentes”, já que saem ou emergem de seu habitat natural. No Brasil encontramos: o Rocio, descoberto em 1975, na localidade de mesmo nome no sul do estado de São Paulo, que provoca hemorragias e lesões neurológicas; o hantavírus Juquitiba, identificado em 1993, em Juquitiba, São Paulo, causador de problemas respiratórios; o Sabiá, descoberto no condomínio Jardim Sabiá, no município paulista de Cotia, e que, como o Ebola, provoca febre hemorrágica.
 

Humanos E Vírus: Uma União Duradoura
O estudo da evolução humana tem priorizado os ancestrais hominídeos e desconsiderado os outros organismos que se desenvolveram no mesmo ambiente que a espécie humana.

Espécies usadas na alimentação, espécies predadoras e agentes causadores de doenças desempenharam funções importantes na evolução humana. Como causa significativa de mortalidade e morbidade (enfermidade) e graças à sua capacidade de atuar como parasitas genéticos moleculares, os vírus ocupam uma posição estratégica na evolução de seus hospedeiros.

Já faz algumas décadas que a luta contra as doenças infecciosas vem sendo considerada um importante processo evolutivo. Uma doença que mata ou diminui a fertilidade de determinada espécie pode ser considerada um agente seletivo. Ela pode trazer vantagens ou desvantagens para uma espécie em competição com outras. A maioria das espécies apresenta diversidade genética para a formação de anticorpos que atuam na resistência a doenças. Considerando-se a velocidade com que novos patógenos se desenvolvem (em geral muito mais rápido que as defesas do hospedeiro), é interessante que o hospedeiro possua diversidade genética e elevada taxa de mutação nos lócus gênicos relacionados à resistência a doenças.

Os vírus podem afetar também a evolução de seus hospedeiros, interagindo diretamente com seu DNA. Devido a sua simplicidade estrutural e sua dependência da maquinaria de replicação e transcrição da célula hospedeira, os vírus atuam como parasitas genéticos moleculares, podendo alterar o genoma do hospedeiro. Os vírus animais são agrupados em famílias, de acordo com a natureza de seu genoma viral: existem vírus de DNA de fita dupla, vírus de DNA de fita simples, vírus de RNA de fita dupla, vírus de RNA de fita simples. Os últimos, de acordo com sua estratégia de replicação, podem ser de fita positiva ou de fita negativa (retrovírus).

O genoma de quase todos os vírus de DNA é constituído por DNA de fita dupla, semelhante ao genoma das células que infectam. Essa similaridade em estrutura e replicação propicia a esses vírus de DNA uma relação molecular muito íntima com o genoma de seus hospedeiros, ao qual são capazes de se integrar, sendo passados para a próxima geração como se fossem uma característica mendeliana. Comparados com os vírus de RNA, os vírus de DNA tendem a infectar tipos específicos de células de uma única espécie hospedeira. Muitos vírus de DNA adotam a persistência como estratégia de vida, o que resulta em infecções crônicas e latentes do hospedeiro com longos períodos de inatividade do vírus e também em sua capacidade de se manter em pequenas populações de hospedeiros por períodos prolongados. Os vírus de DNA tendem, portanto, a ser mais estáveis que os vírus de RNA.

Os primeiros hominídeos provavelmente já transportavam vários tipos de vírus de DNA, que se diversificaram e migraram juntamente com a população humana. As filogenias desses grupos de vírus coincidem com as relações evolutivas de seus hospedeiros primatas, indicando um padrão de coevolução.

O genoma de aproximadamente 70% dos vírus que infectam animais se apresenta na forma de RNA. O processo de replicação desses vírus é mais propenso a erros, com elevadas taxas de substituição de nucleotídeos (de 10 a 100 mil vezes maior que as dos vírus de DNA e genoma celular) pelas enzimas virais, que tipicamente não possuem sistema de reparo (detecção do nucleotídeo emparelhado de forma incorreta e substituição pelo nucleotídeo correto). Desse modo, os vírus de RNA possuem elevada taxa de mutação, o que lhes confere incrível capacidade de se adaptar a novos hospedeiros e de aumentar sua virulência. Os vírus de RNA são menos específicos em relação ao hospedeiro que os vírus de DNA e podem se transmitir facilmente entre diferentes espécies animais: quase todas as zoonoses virais (doenças transmitidas por qualquer animal para o ser humano) e vírus emergentes são vírus de RNA.

Apesar de alguns vírus de RNA causarem infecções inaparentes em hospedeiros que são seus reservatórios naturais, a maioria realiza ciclos contínuos de replicação e montagem de novos vírus, que afetam o hospedeiro.

A maioria dos vírus de RNA que afeta humanos foi adquirida mais recentemente, durante o período Neolítico, há aproximadamente 10 mil anos, quando os seres humanos e os animais domésticos entraram em contato mais íntimo, e os excedentes agrícolas e a diminuição da vida nômade atraíram os roedores transportadores de doenças.

Os retrovírus são vírus de RNA, e esse ácido nucléico é transcrito de forma reversa por uma enzima do próprio vírus, chamada transcriptase reversa. Com isso, gera-se uma cópia de DNA a partir do RNA. Essa cópia, chamada provírus, incorpora-se ao DNA nuclear da célula hospedeira e pode ser transcrita em moléculas de RNA. Estas passam para o citoplasma, onde comandam a síntese de proteínas virais, gerando muitos novos vírus. As taxas de mutação dos retrovírus são ainda maiores que as dos demais vírus de RNA.

O provírus inserido no genoma celular pode ser replicado pela DNA polimerase da célula hospedeira com taxa de erro muito menor. Integrados ao genoma hospedeiro, esses vírus escapam igualmente da detecção pelo sistema imunológico, tornando-se semelhantes aos vírus de DNA. Os retrovírus que tendem a se integrar ao genoma, como o vírus dos linfócitos T humanos (HTLV), são caracterizados por menores taxas de mutação e menor diversidade de seqüência nucleotídica, enquanto os retrovírus que produzem ciclos contínuos de replicação, como o vírus da imunodeficiência humana (HIV), apresentam populações geneticamente mais diversas e taxas de mutação mais rápidas. Estima-se que exista um nucleotídeo diferente no genoma do HIV para cada ser humano infectado.

Os provírus integrados ao genoma do hospedeiro, conhecidos como retrovírus endógenos e que perderam a capacidade de produzir partículas infecciosas, tiveram suas seqüências nucleotídicas multiplicadas e inseridas em vários pontos do genoma hospedeiro. Estima-se que 8% do genoma humano seja constituído por seqüências de retrovírus endógenos.

Dada sua habilidade em se inserir em regiões adjacentes aos lócus gênicos, os retrovírus endógenos humanos podem ter afetado diretamente a expressão gênica do hospedeiro e participado do processo evolutivo humano.



Atividades sobre Vírus

01. (UFBA) A caracterização do vírus como ser vivo está relacionada com a capacidade de:
a) sobreviver em meios de cultura artificiais mantidos em laboratório.
b) realizar a síntese de proteínas, utilizando seus próprios ribossomos.
c) reproduzir-se e sofrer modificações nas suas características hereditárias.
d) apresentar simultaneamente, moléculas de DNA e RNA na sua organização.
 

02. (UFPB) Todos os vírus são constituídos por:
a) DNA e proteínas
b) aminoácidos e água
c) ácidos nucléicos e proteínas
d) DNA e RNA
e) RNA e proteínas
 

03. (UFRN) O vírus da AIDS é formado por uma cápsula esférica contendo em seu interior o material genético. Esse tipo de vírus é chamado retrovírus porque:
a) o RNA produz um “molde” de moléculas de DNA
b) o RNA torna-se uma molécula autoduplicável.
c) o DNA possui cadeia simples sem timina.
d) o DNA possui mecanismos de retroação
e) o DNA e o RNA não se pareiam
 

04. (FUVEST-SP) Indique a alternativa que apresentam apenas viroses:
a) coqueluche, tétano, difteria
b) sarampo, herpes, malária
c) herpes, cólera e raiva
d) catapora, gripe e esquistossomose
e) rubéola, febre amarela, poliomielite.
 

05. A febre amarela é uma:
a) verminose adquirida por contato com fezes.
b) virose transmitida por um mosquito
c) amebíase transmitida por águas contaminadas.
d) verminose transmitida por um caramujo
e) infecção bacteriana de origem hospitalar.
 

06. (PUC-SP) Os linfócitos T estão estreitamente relacionados à AIDS porque:
a) podem ser destruídos pelo vírus diminuindo, assim a defesa contra infecções
b) seu número aumenta muito, diminuindo a incidência de infecções secundárias.
c) não têm afinidade com as moléculas protéicas do envelope do vírus.
d) combatem eficazmente o vírus, englobando-o e impedindo sua ação.
e) produzem anticorpos eficazes contra o vírus.
 
07. (UFPA) Uma dificuldade enfrentada pelos pesquisadores que buscam uma vacina para combater e prevenir a AIDS deve-se ao fato de o vírus da AIDS:
a) não possuir a enzima transcritase reserva
b) sofrer constantes mutações no seu material genético.
c) alternar seu material genético entre DNA e RNA
d) ser um vírus de RNA, para os quais é impossível
e) possuir uma cápsula lipídica que impede a ação da vacina.
 

08. (PUC-MG) Em 1917, o sábio francês D’hgrelle verificou que uma cultura de bacilos da disenteria estava sendo destruída por um agente cuja visualização não era possível de ser feita. Isso constituiu-se na primeira constatação da existência de vírus que somente atacam bactérias. Mais tarde, esses vírus foram genericamente denominados:
a) bacteriostáticos
b) bacteriófagos
c) bacteróides
d) bactérios
e) bactericidas
 

09. (UEPB) Em relação a AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida), analise as proposições a seguir:
1. É causada por um retrovírus;
2. Pode ser transmitida pelo leite materno das mães contaminadas pelo HIV;
3. O uso de preservativos durante as relações sexuais é uma das principais medidas profiláticas;
4. A transmissão é frequente pelo contato de mãos.
Considerando o estágio atual de conhecimento, estão corretos:
a) 1, 3 e 4 apenas
b) 2 e 4 apenas
c) 1, 2 e 3 apenas
d) 2 e 3 apenas
e) 1, 2, 3 e 4
 

10. (UFPE) EM relação aos vírus, analise as proposições abaixo:
01. São agentes infecciosos específicos de células animais.
02. Em laboratórios, sobrevivem em meios de culturas artificiais.
04. Causam doenças, tais como gripe, sarampo, catapora, poliomielite, herpes.
06. Multiplicam-se apenas no interior das células que parasitam.
08. Sintetizam proteína, usando seus próprios ribossomos.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A Respiração e o Sistema Respiratório

A Respiração

A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais de alguns poucos minutos. Você sabe que todos os seres vivos precisam de energia para viver e que essa energia é obtida dos alimentos. O nosso organismo obtém energia dos alimentos pelo processo da respiração celular, realizada nas mitocôndrias, com a participação do gás oxigênio obtido no ambiente.

A glicose é um os principais “combustíveis” utilizados pelas células vivas na respiração. Observe o que ocorre nas nossas células:

Glicose + gás oxigênio " gás carbônico + água + energia

É esse tipo de fenômeno que ocorre sem parar no interior das células viva, liberando a energia que garante a atividade dos nossos órgãos por meio do trabalho das células.
A respiração pode ser entendida sob dois aspectos:
  • O mecanismo por meio da qual a energia química contida nos alimentos é extraída nas mitocôndrias e usada para manter o organismo em atividades, esse mecanismo é a respiração celular;
  • O conjunto de processos de troca do organismo com o ambiente externo que permite a obtenção de gás oxigênio e a eliminação do gás carbônico.
Estudaremos a respiração segundo esse último aspecto. Veremos, portanto, como o gás oxigênio é absorvido do ar atmosférico e chega às nossas células; e como o gás carbônico produzido durante a respiração celular é eliminado do organismo.
 

O Sistema Respiratório

A função do sistema respiratório é facultar ao organismo uma troca de gases com o ar atmosférico, assegurando permanente concentração de oxigênio no sangue, necessária para as reações metabólicas, e em contrapartida servindo como via de eliminação de gases residuais, que resultam dessas reações e que são representadas pelo gás carbônico.

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Este sistema é constituído pelos tratos (vias) respiratórios superior e inferior. O trato respiratório superior é formado por órgãos localizados fora da caixa torácica: nariz externo, cavidade nasal, faringe, laringe e parte superior da traqueia. O trato respiratório inferior consiste em órgãos localizados na cavidade torácica: parte inferior da traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos e pulmões. A pleura e os músculos que formam a cavidade torácica também fazem parte do trato respiratório inferior.

O intercâmbio dos gases faz-se ao nível dos pulmões, mas para atingi-los o ar deve percorrer diversas porções de um tubo irregular, que recebe o nome conjunto de vias aeríferas.
As vias aeríferas podem ser divididas em:
 

I. Nariz
O nariz é uma protuberância situada no centro da face, sendo sua parte exterior denominada nariz externo e a escavação que apresenta interiormente conhecida por cavidade nasal.

O nariz externo tem a forma de uma pirâmide triangular de base inferior e cuja a face posterior se ajusta verticalmente no 1/3 médio da face.

As faces laterais do nariz apresentam uma saliência semilunar que recebe o nome de asa do nariz.

O ar entra no trato respiratório através de duas aberturas chamadas narinas. Em seguida, flui pelas cavidades nasais direita e esquerda, que estão revestidas por mucosa respiratória. O septo nasal separa essas duas cavidades. Os pelos do interior das narinas filtram grandes partículas de poeira que podem ser inaladas. Além disso, a cavidade nasal contém células receptoras para o olfato.

A cavidade nasal é a escavação que encontramos no interior do nariz, ela é subdividida em dois compartimentos um direito e outro esquerdo. Cada compartimento dispõe de um orifício anterior que é a narina e um posterior denominado coana. As coanas fazem a comunicação da cavidade nasal com a faringe. É na cavidade nasal que o ar se torna condicionado, ou seja, é filtrado, umedecido e aquecido.

Na parede lateral da cavidade nasal encontramos as conchas nasais (cornetos) que são divididas em superior, média e inferior.

O esqueleto ósseo do nariz é formado pelo osso frontal, ossos nasais e maxilares.

A cavidade nasal contém várias aberturas de drenagem, pelas quais o muco dos seios paranasais é drenado. Os seios paranasais compreendem os seios maxilares, frontal, etmoidal e o esfenoidal.

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II. Faringe
A faringe é um tubo que começa nas coanas e estende-se para baixo no pescoço. Ela se situa logo atrás das cavidades nasais e logo a frente às vértebras cervicais. Sua parede é composta de músculos esqueléticos e revestida de túnica mucosa. A faringe funciona como uma passagem de ar e alimento.

A faringe é dividida em três regiões anatômicas: nasofaringe, orofaringe e laringofaringe.

A porção superior da faringe, denominada parte nasal ou nasofaringe, tem as seguintes comunicações: duas com as coanas, dois óstios faríngeos das tubas auditivas e com a orofaringe. A tuba auditiva se comunica com a faringe através do ósteo faríngeo da tuba auditiva, que por sua vez conecta a parte nasal da faringe com a cavidade média timpânica do ouvido.

A parte intermediária da faringe, a orofaringe, situa-se atrás da cavidade oral e estende-se do palato mole até o nível do hioide. A parte da orofaringe tem comunicação com a boca e serve de passagem tanto para o ar como para o alimento.

A laringofaringe estende-se para baixo a partir do osso hioide, e conecta-se com o esôfago (canal do alimento) e posteriormente com a laringe (passagem de ar). Como a parte oral da faringe, a laringofaringe é uma via respiratória e também uma via digestória.
 

III. Laringe
A laringe é um órgão curto que conecta a faringe com a traqueia. Ela se situa na linha mediana do pescoço, diante da quarta, quinta e sexta vértebra cervicais.

A laringe tem três funções:
  • Atua como passagem para o ar durante a respiração;
  • Produz som, ou seja, a voz (por esta razão é chamada de caixa de voz);
  • Impede que o alimento e objetos estranhos entrem nas estruturas respiratórias (como a traqueia).
A laringe desempenha função na produção de som, que resulta na fonação. Na sua superfície interna, encontramos uma fenda anteroposterior, denominada vestíbulo da laringe, que possui duas pregas: prega vestibular (cordas vocais falsas) e prega vocal (cordas vocais verdadeiras).

A laringe é uma estrutura triangular constituída principalmente de cartilagens, músculos e ligamentos.

A parede da laringe é composta de nove peças de cartilagens. Três são ímpares (cartilagem tireóidea, cricoidea e epiglótica) e três são pares (cartilagem aritenoidea, cuneiforme e corniculada).

A cartilagem tireóidea consiste de cartilagem hialina e forma a parede anterior e lateral da laringe, é maior nos homens devido à influência dos hormônios durante a fase da puberdade. As margens posteriores das lâminas apresentam prolongamentos em formas de estiletes grossos e curtos, denominados cornos superiores e inferiores.

A cartilagem cricoidea localiza-se logo abaixo da cartilagem tireoide e antecede a traqueia.

A epiglote se fixa no osso hioide e na cartilagem tireoide. A epiglote é uma espécie de "porta" para o pulmão, onde apenas o ar ou substâncias gasosas entram e saem dele. Já substâncias líquidas e sólidas não entram no pulmão, pois a epiglote fecha-se e este dirige-se ao esôfago.

A cartilagem aritenoidea articula-se com a cartilagem cricoidea, estabelecendo uma articulação do tipo diartrose. As cartilagens aritenoideas são as mais importantes, porque influenciam as posições e tensões das pregas vocais (cordas vocais verdadeiras).

A cartilagem corniculada situa-se acima da cartilagem aritenoidea.

A cartilagem cuneiforme é muito pequena e localiza-se anteriormente à cartilagem corniculada correspondente, ligando cada aritenoidea à epiglote.
 
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IV. Traqueia
A traqueia é um tubo de 10 a 12,5 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro. Constitui um tubo que faz continuação à laringe, penetra no tórax e termina se bifurcando nos dois brônquios principais. Ela se situa medianamente e anterior ao esôfago, e apenas na sua terminação, desvia-se ligeiramente para a direita.

O arcabouço da traqueia é constituído aproximadamente por vinte anéis cartilagíneos incompletos para trás, que são denominados cartilagens traqueais.

Internamente a traqueia é forrada por mucosa, onde abundam glândulas, e o epitélio é ciliado, facilitando a expulsão de mucosidades e corpos estranhos.

Inferiormente a traqueia se bifurca, dando origem aos dois brônquios principais: direito e esquerdo.

A parte inferior da junção dos brônquios principais é ocupada por uma saliência anteroposterior que recebe o nome de carina da traqueia, e serve para acentuar a separação dos dois brônquios.
 

V. Brônquios
Os brônquios principais fazem a ligação da traqueia com os pulmões, são considerados um direito e outro esquerdo. A traqueia e os brônquios extrapulmonares são constituídos de anéis incompletos de cartilagem hialina, tecido fibroso, fibras musculares, mucosa e glândulas.

O brônquio principal direito é mais vertical, mais curto e mais largo do que o esquerdo. Como a traqueia, os brônquios principais contém anéis de cartilagem incompletos.

Os brônquios principais entram nos pulmões na região chamada Hilo. Ao atingirem os pulmões correspondentes, os brônquios principais subdividem-se nos brônquios lobares.

Os brônquios lobares subdividem-se em brônquios segmentares, cada um destes distribuindo-se a um segmento pulmonar.

Os brônquios dividem-se respectivamente em tubos cada vez menores denominados bronquíolos. As paredes dos bronquíolos contém músculo liso e não possuem cartilagem.

Os bronquíolos continuam a se ramificar, e dão origem a minúsculos túbulos denominados ductos alveolares. Estes ductos terminam em estruturas microscópicas com forma de uva chamados alvéolos.

Os alvéolos são minúsculos sáculos de ar que constituem o final das vias respiratórias. Um capilar pulmonar envolve cada alvéolo. A função dos alvéolos é trocar oxigênio e dióxido de carbono através da membrana capilar alvéolo-pulmonar.
 
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VI. O Trabalho dos Alvéolos Pulmonares
Os alvéolos são estruturas elásticas, formadas por uma membrana bem fina e envolvida por uma rede de vasos capilares sanguíneos.

Existem milhões de alvéolos em cada pulmão. É em cada um deles que ocorrem as trocas gasosas entre o pulmão e o sangue. Nos alvéolos ocorre uma difusão dos gases por diferença de concentração e, consequentemente, da pressão dos gases. O sangue que chega aos alvéolos absorve o gás oxigênio inspirado da atmosfera. Ao mesmo tempo, o sangue elimina gás carbônico no interior dos alvéolos; esse gás é então expelido do corpo por meio da expiração.
 

VII. Os Movimentos Respiratórios
Na inspiração, o diafragma e os músculos intercostais se contraem. Ao se contrair, o diafragma desce e a cavidade torácica aumenta de volume verticalmente. Quando os músculos intercostais contraem, eles levam as costelas e o volume da cavidade torácica aumenta horizontalmente. Com o aumento do volume do tórax, a pressão do ar no interior da cavidade torácica e dos pulmões diminui. Então, a pressão do ar atmosférico torna-se maior que a pressão do ar interno, e o ar atmosférico penetra no corpo indo até os alvéolos pulmonares: é a inspiração.

Num segundo movimento, o diafragma e os músculos intercostais relaxam, diminuindo o volume da cavidade torácica. Então, a pressão do ar interno (no interior dos pulmões) aumenta, tornando-se maior que a pressão atmosférica. Assim, o ar sai do corpo para o ambiente externo: é a expiração.

Nos alvéolos pulmonares, o gás oxigênio, presente no ar inspirado, passa para o sangue que é então distribuído pelas hemácias a todas as células vivas do organismo. Ao mesmo tempo, as células vivas liberam gás carbônico no sangue. Nos pulmões, o gás carbônico passa do sangue para o interior dos alvéolos e é eliminado para o ambiente externo por meio da expiração.
 
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VIII. A Regulação da Respiração
As pessoas conseguem ficar alguns segundos sem respirar. Também é possível respirar mais rápido ou mais devagar. Nessas situações, a respiração é controlada voluntariamente, isto é, conforme a vontade da pessoa, e a atividade do diafragma e dos músculos intercostais é regulada por uma região do cérebro da pessoa.

Entretanto, quando uma pessoa não está “pensando” na respiração ou quando está dormindo, por exemplo, a atividade do diafragma e dos músculos intercostais é regulada por um órgão do sistema nervoso chamado bulbo, situado um pouco abaixo do cérebro. Esse controle é involuntário, independe da nossa vontade. O bulbo apresenta um grupo de neurônios que controla o ritmo respiratório.

Uma pessoa não pode prender a respiração, além de algum tempo, mesmo que queira. Parando de respirar, o gás carbônico deixa de ser eliminado pelo sangue da pessoa para o ambiente externo. A concentração desse gás aumenta no sangue e, ao atingir determinado nível, o bulbo volta a comandar a respiração, regulando a atividade de contração e relaxamento do diafragma e dos músculos intercostais. A pessoa então reinicia a respiração, mesmo que não queira.

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IX. A Saúde do Sistema Respiratório
Como vimos, o oxigênio contido no ar atmosférico chega ao interior do nosso corpo pelo sistema respiratório.

Com o ar, além do oxigênio podem ser absorvidas outras substâncias, partículas de poeira, fuligem, e até seres vivos microscópicos, como os vírus e as bactérias, capazes de causar danos à nossa saúde. Algumas impurezas são “filtradas” m diversos órgãos do sistema respiratório, mas outras conseguem passar até os pulmões, provocando doenças. As doenças mais comuns que atingem o sistema respiratório podem ser de natureza infecciosa ou alérgica.
 

X. Doenças Infecciosas

A. Gripe e resfriado
A gripe é uma doença bastante comum e infecciosa, causada pelo vírus Influenza, descoberto em 1933. Existem relatos da gripe desde o século V a.C, no tempo de Hipócrates. Daí em diante foram feitos vários relatos descrevendo a morte de milhões de pessoas em consequência da gripe. Essas epidemias eram vistas no passado, como uma consequência da influência dos astros, daí surgiu o nome do vírus: Influenza.

Já ocorreram algumas sérias epidemias de gripe ao longo da história, como a gripe espanhola, asiática e a de Hong Kong. Baseando-se nos resultados das três maiores pandemias da história, soma-se mais de 1,5 milhões de pessoas mortas e um prejuízo de 32 bilhões de dólares. De fato, hoje em dia a gripe não é uma doença preocupante, visto que a doença evolui, na generalidade, de forma benigna, sem necessidade de grandes medidas terapêuticas, além de existir vacina para sua prevenção.

A doença é altamente contagiosa, sua transmissão se dá através das partículas da saliva de uma pessoa infectada, expelidas através da respiração, da fala, da tosse e dos espirros. Além disso, o período de incubação da gripe é em média de 2 dias.

Os sintomas da doença são: mal-estar, febre elevada (38-39ºC), arrepios, dores musculares, dor de cabeça, corrimento nasal, entupimento nasal. A gripe pode se tornar grave, principalmente para as pessoas idosas, gestantes ou debilitadas por doenças crônicas.

A gripe normalmente acaba de forma natural, resultado da capacidade imunológica de cada indivíduo. É recomendável descansar bastante e se alimentar bem; beber muito líquido, como sumos de frutas ou água; umedecer os ambientes na medida do possível; usar lenços ao tossir ou espirrar para evitar a contaminação de outras pessoas e procurar orientação médica.

B. Bronquite
Bronquite é a inflamação dos brônquios que ocorre quando seus minúsculos cílios param de eliminar o muco presente nas vias respiratórias. Esse acúmulo de secreção faz com que os brônquios fiquem permanentemente inflamados e contraídos. A bronquite pode ser aguda ou crônica. A diferença consiste na duração e agravamento das crises, que são mais curtas (uma ou duas semanas) na bronquite aguda, enquanto, na crônica, não desaparecem e pioram pela manhã.

A bronquite aguda é causada geralmente por vírus, embora, em alguns casos, possa ser uma infecção bacteriana. O cigarro é o principal responsável pelo agravamento da doença. Poeiras, poluentes ambientais e químicos também pioram o quadro.

A bronquite crônica instala-se como extensão da bronquite aguda e pode ser provocada unicamente pela fumaça do cigarro. Por isso, é conhecida por “tosse dos fumantes”, por ser rara entre não-fumantes.

Tanto na forma aguda quanto na crônica, a tosse é o principal sintoma da bronquite. Tosse seca ou produtiva podem ser manifestações da bronquite aguda. Na crônica, porém, a tosse é sempre produtiva e a expectoração, espessa. Falta de ar e chiado são outros sintomas da doença.

C. Rinite
Rinite é um termo médico que descreve a irritação e inflamação crônica ou aguda da mucosa nasal. É uma doença que pode ser causada tanto por vírus como por bactérias, embora seja manifestada com mais frequência em decorrência de alergia, ou por reações ao pó, fumaça e outros agentes ambientais. A inflamação decorrente da rinite resulta na produção excessiva de muco o que ocasiona o escorrimento nasal, sintoma mais típico da rinite, entupimento e coceira. A rinite alérgica, que é a forma mais comum de rinite, é causada geralmente por alergenos presentes no ar, como o pólen, ácaro e a própria descamação da pele de animais, mas também pode ser provocada devido a reação alérgica à coceira, produtos químicos, cigarros e remédios.

D. Asma
A asma é uma inflamação crônica dos brônquios. Ocorre inchaço dos bronquíolos e grande produção de catarro. O estreitamento e as contrações excessivas dos brônquios dificultam a passagem do ar. A crise respiratória se manifesta periodicamente. Além da alergia a diversas substâncias, as causas dessa doença também poder ser fatores emocionais, exercícios físicos intensos, entre outras.

Os sintomas da asma são: dificuldade respiratória, mas os remédios devem ser prescritos por um médico.
 

XI. Reações do organismo

A. Que tosse!
Quando impurezas se alojam na garganta ou na traqueia, é preciso “limpá-las”. A glote, pequena abertura no topo da laringe, se fecha, retendo o ar nos pulmões, o que aumenta a pressão no seu interior. Quando a glote se abre repentinamente, o ar sai com muita força e velocidade, levando junto muco e sujeiras. Isso é tosse.

B. Atchim!!!
Situação semelhante ocorre no nariz. Impurezas e outros agentes causam irritação no nariz ou na boca. A garganta se fecha, retendo o ar nos pulmões, o que aumenta a pressão no seu interior. Quando o ar volta, sai “explodindo” limpando as vias respiratórias, ou seja, ele passa arrancando as partículas irritantes. É o espirro.

C. Uaaaaaaaa!!!
Quando uma pessoa boceja inúmeras vezes, sabemos que ela está cansada, sonolenta, aborrecida ou desatenta. É a reação do cérebro “avisando” que as suas células precisam de mais oxigênio para produzir mais energia e, assim, continuar as suas atividades.
Ao bocejarmos, inspiramos bastante ar, enviando ao organismo uma carga extra de oxigênio.








































































































terça-feira, 2 de junho de 2015

Olá galerinha!!! Os estudos estão ótimos?! Espero que sim!!

Abaixo, um excelente material sobre Biomas Brasileiros. Este material contempla uma parte resumida do conteúdo e questões de vestibulares gabaritadas.

Ótimos estudos!!!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Biomas Mundiais

Os biomas terrestres estão distribuídos em função de inúmeras variáveis que podem ser explicadas pela Biogeografia Histórica, contudo, o principal fator que rege esta distribuição é o Clima, em função dos diferentes elementos e fatores associados.
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Figura 1 - Biomas Mundiais e sua localização
 
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Figura 2 - Fatores preponderantes para os Biomas
 
I. FLORESTAS TROPICAIS
Também conhecidas por Florestas Equatoriais ou Florestas Pluviais. Localizam-se na zona climática Intertropical na qual caracteriza-se por elevadas temperaturas e precipitações ao longo do ano, por isso possui inúmeras espécies adaptadas e estas condições como as espécies Higrófilas (adaptada a muita umidade) e até mesmo espécies que se adaptaram à condições de estarem parcialmente ou totalmente submersas (Hidrófilas).
São florestas do tipo Perenes, ou seja, não perdem as folhas ao mesmo tempo ao longo do ano, por isso apresentam-se sempre com folhas verdes. A grande maioria dos vegetais possuem folhas Latifoliadas, ou seja, são folhas largas.
Estas florestas possuem uma grande Biodiversidade, em função das características de alta temperatura e precipitações, tanto em questão de fauna e flora, como de microrganismos. As florestas possuem uma grande estratificação, ou seja, espécies características de acordo com o tamanho, sendo que os estratos superiores chegam a passar 50m de altura. Também possuem inúmeras espécies de Epífitas, como Bromélias, Samambaias e Cipós. Exemplos destas florestas: Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Floresta do Congo e da Indonésia.
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Figura 3 - A estratificação florestal
 
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Figura 3 - Mata Atlântica, exemplo de Floresta Tropical
 
II. SAVANAS
As Savanas também se encontram nas zonas climáticas Tropicais do globo, chamadas no Brasil de Cerrados. Entretanto, o regime de chuvas é concentrado e uma estação do ano, sendo os verões bastante chuvosos e os invernos bastante secos, ou seja, é um tipo de vegetação adaptada a essa sazonalidade. Em função disto, muitas espécies de vegetais se adaptaram a essa falta de água durante a estação seca, perdendo suas folhas para que deste modo, evite grandes taxas de transpiração. Estas espécies são chamadas de Decíduas ou Caducifólias.
Na camada que cobre o solo, encontramos diversas Gramíneas (conhecidas por capins, gramas ou relvas), associadas com diversas árvores maiores, com troncos retorcidos. No entanto existem savanas mais densas, com vegetações bastante florestadas, mas menos densas do que florestas tropicais.
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Figura 4 - Fiosionomia do bioma Cerrado
 
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Figura 5 - Cerrado brasileiro, exemplo de Savana
 
III. DESERTOS
O que caracteriza um deserto é a baixa precipitação, ou seja, a quase ausência de chuvas em função da predominância das baixas umidades, que é caraterístico de climas áridos e semiáridos. Desta maneira podem existir desertos quentes, encontrados em regiões tropicais e subtropicais, com desertos gelados, em regiões mais próximas do polo.
Um deserto pode ser formado por fatores como a passagem de uma corrente marítima fria, como a de Humboldt que contribui para a baixa umidade do ar, formando o deserto do Atacama no Chile. Ainda temos como fatores, barreiras montanhosas, grandes altitudes, altas pressões atmosféricas, entre outros.
Nos desertos quentes é comum ter uma grande amplitude térmica diária, pois pelo fato da vegetação ser bastante esparsa, o solo fica completamente exposto à radiação. Desta maneira, a superfície se esquenta muito rapidamente, mas com a chegada da noite, a temperatura costuma cair bastante. Em função da predominância do intemperismo físico, os solos são bastante pedregosos e arenosos, mantendo desta forma muitos minerais primários de rocha, fazendo com que os solos sejam pouco férteis.
As espécies vegetais adaptadas a essas condições são chamadas de Xerófitas. Elas são extremamente adaptadas a grandes estiagens pois são plantas suculentas, ou seja, são capazes de armazenar muita água em seu interior, como é o caso das Cactaceae (Cactos). Estes possuem espinhos, que são folhas modificadas, para que não haja transpiração, e consequentemente perda de água. Suas raízes são muito ramificadas e espalham-se bastante para aproveitar ao máximo as águas de chuvas, que são extremamente raras.
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Figura 6 - Exemplo de Deserto
 
IV. CHAPARRAL
É o tipo de vegetação característico de climas Mediterrâneos.
Chaparral é também conhecida como bosques e arbustos, é uma espécie de matagal ou charneca encontrado no Sul da Europa, norte da África, sul da América do Sul e pequenas áreas no sul da Califórnia, da África e da Austrália. É um bioma característico de clima mediterrâneo (invernos amenos e chuvosos, verões quentes e secos). Biomas similares são encontrados na bacia do Mediterrâneo, onde é chamado de maquis, na região central do Chile, (onde é conhecido pelo nome de matorral), região do Cabo da África do Sul (conhecido pelo nome de fynbos), e nas regiões oeste e sul da Austrália. Essas espécies armazenam reservas de alimentos resistentes ao fogo, possibilitando a recuperação depois do incêndio, isso devido a haver frequentes incêndios no verão.
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Figura 7 - Exemplo de Chaparral
 
V. CAMPOS
Os Campos, Pampas, Estepes ou Pradarias, são biomas associados a climas mais frios e secos. São considerados como áreas de transição entre Florestas e Desertos. O tipo predominante de vegetação, são as Gramíneas, pois estas são extremamente adaptadas a estas condições climáticas. Possuem solos bastante férteis em função da lenta decomposição, deixando o solo com bastante húmus.
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Figura 8 - Exemplo de Campos
 
VI. FLORESTAS TEMPERADAS
Como o nome já diz, são florestas características da zona climática temperada. São florestas com vegetação Decidual (Decídua ou Caducifólia) que perdem todas as folhas na estação mais seca. Na primavera e verão, as folhas são bastante verdes, contudo, com a chegada do outono, as folhas começam a ficar com tonalidades avermelhadas e amarronzadas. Na chegada do inverno, as mesmas caem, deixando o aspecto da vegetação totalmente desprovida de folhas. Estas florestas são encontradas na Europa, Estados Unidos, Chile, Japão e Austrália.
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Figura 9 - Outono na Floresta Temperada
 
VII. VEGETAÇÃO DE ALTITUDE (MONTANHAS)
Este tipo de classificação independe de qualquer zona climática, pois o fator altitude é independente do fator latitude. Por serem locais elevados, as temperaturas tendem a ser bem baixas e por estarem na maioria das vezes acima do nível das nuvens, possuem baixa umidade relativa. Desta maneira a área fica sujeita a uma grande insolação, o que faz com que (juntamente com as características anteriores) a vegetação seja mais rasteira, podendo ser chamada de Campos Alpinos. Os solos também são bastante rasos, por estarem em áreas com grandes declividades.
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Figura 10 - Exemplo de Vegetação de Altitude
 
VIII. TAIGA
A Taiga é chamada também de Floresta de Coníferas, ou Floresta Boreal (por se encontrar apenas no hemisfério Norte). A vegetação possui folhas mais longas e finas, parecidas com agulhas. São chamadas de Aciculifoliadas e ficam verdes o ano inteiro (Perene). É um tipo de bioma que suporta a ocorrência de neve na estação fria, que é bastante rigorosa e demorada.
A vegetação de coníferas (como o Pinus) é bastante utilizada na indústria madeireira para a extração da celulose, como é no caso da Finlândia.
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Figura 11 - Exemplo de Taiga
 
IX. TUNDRA
Do finlandês Tuntuna, que significa planície sem árvores, este bioma se enquadra na zona climática Polar, podendo ser encontrado no Alasca, Groelândia, Sibéria (Rússia) e na Península Escandinávia (Noruega, Suécia e Finlândia). O clima é muito gelado durante praticamente o ano todo, e por isso é bastante seco, sendo que apenas algumas espécies de Gramíneas conseguem se adaptar. São encontrados muitos líquens, musgos e fungos por cima do solo. Este muitas vezes encontra-se congelado, ou seja, a água que ocupa os seus poros está congelada. Este solo é chamado de Permafrost.
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Figura 12 - A tundra no Verão






























































terça-feira, 28 de maio de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

BioEsquema 6

Olá galerinha....
Abaixo, um arquivo animado que mostra algumas relações (interações) ecológicas.
Bons estudos!!!

 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Envoltórios Celulares

Estrutura Da Membrana Plasmática

Toda célula viva é revestida por uma finíssima película com cerca de 5 nanômetros (ƞm) de espessura, a Membrana Plasmática, que delimita o espaço celular interno, isolando-o do ambiente ao redor.

Estudos recentes indicam que a membrana é constituída basicamente por duas camadas moleculares de fosfolipídios, nas quais há moléculas de proteínas incrustadas. As proteínas da membrana se distribuem mais ou menos espaçadamente na dupla camada de fosfolipídio; algumas se encontram em posição mais superficial, ao passo que outras atravessam as camadas lipídicas de lado a lado.

Segundo a hipótese dos pesquisadores S. Jonathan Singer e Garth L. Nicolson, originalmente formulada em 1972 e continuamente confirmada por estudos recentes, a estrutura da membrana plasmática é dinâmica, sendo comparável a um mosaico molecular em constante modificação. Os cientistas denominaram a hipótese Modelo Do Mosaico Fluido. De acordo com esse modelo, os fosfolipídios deslocam-se continuamente no plano da membrana, porém sem nunca perder contato uns com os outros, conferindo grande dinamismo às membranas biológicas; as proteínas também se movem entre as moléculas de lipídios.

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Já foram identificados mais de 50 tipos de proteína nas membranas celulares. Algumas formam poros que permitem a passagem de moléculas de água, de íons etc. Outras capturam substâncias fora ou dentro da célula, transportando-as através da membrana e soltando-as do outro lado. Outras proteínas da membrana, os receptores hormonais, reconhecem a presença dessas substâncias no meio e estimulam a célula a reagir ao estímulo hormonal.

Você sabia?

Cientistas descobriram que os pigmeus, apesar de produzirem quantidades normais de hormônio de crescimento, têm baixa estatura em razão de uma característica peculiar da membrana de suas células: nela faltam moléculas de proteína capazes de se combinar eficientemente a esse hormônio, o que resulta em menor crescimento do organismo.

 

Envoltórios Externos À Membrana Plasmática

A maioria das células apresenta algum tipo de envoltório externo à membrana plasmática. Dois exemplos são o glicocálix e as paredes celulares.

 

Glicocálix

O Glicocálix (glikys, do grego açúcar; calyx, do latim casca, envoltório), presente na maioria das células animais e também em certos protozoários, é uma malha de moléculas filamentosas entrelaçadas que envolve externamente a membrana plasmática. Ele protege a célula e cria um microambiente propício para seu funcionamento. Os principais componentes do glicocálix são glicolipídeos (glicídios associados a lipídeos) e glicoproteínas (glicídeos associados a proteínas).

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Parede Celular

Com exceção das células animais, as células de outros grupos de seres vivos (bactérias, fungos, alguns protozoários, algas e plantas) apresentam, externamente à membrana plasmática, um envoltório relativamente espesso denominado Parede Celular. Em algas e plantas, a parede celular é constituída basicamente pelo polissacarídeo celulose, daí ser chamada de Parede Celulósica. As moléculas de celulose formam fibras finíssimas, longas e resistentes, as microfibrilas, que se mantêm unidas por uma matriz aderente, constituída por glicoproteínas, hemicelulose e pectina (estes dois últimos, polissacarídeos).

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A principal função das paredes das células vegetais é dar firmeza e rigidez ao corpo vegetal, atuando em sua sustentação esquelética; por isso, a parede celulósica é também denominada membrana esquelética celulósica.

Nas paredes de células vegetais adjacentes há poros, que põem em contato direto os citoplasmas das células vizinhas. A ‘ponte’ citoplasmática que passa pelo poro é chamada de Plasmodesmo.

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Permeabilidade celular

A membrana plasmática separa o conteúdo da célula do meio ao redor e possibilita a estabilidade do ambiente celular interno. Certas substâncias atravessam a membrana com facilidade, ao passo que outras têm sua passagem dificultada ou mesmo impedida. Essa capacidade de selecionar o que entra na célula e o que sai dela é chamada Permeabilidade Seletiva, ou Semipermeabilidade, da membrana.

Certas substâncias atravessam a membrana espontaneamente da região onde a substância está mais concentrada para a de menor concentração. Nesse tipo de transporte através da membrana, denominado Transporte Passivo, não há gasto de energia. Outras substâncias são incapazes de atravessar a membrana a menos que a célula atue ativamente em sua absorção ou expulsão, bombeando-as para dentro ou para fora do citoplasma; com isso, a célula gasta energia. Esse processo é denominado Transporte Ativo.

 

Transporte Passivo: Difusão

As partículas materiais (átomos, moléculas, íons etc.) estão em constante movimentação, principalmente quando em soluções gasosas e líquidas. Em razão dessa movimentação contínua, as partículas tendem sempre a se espalhar, predominantemente da região em que estão mais concentradas (em quantidade relativamente maior) para regiões em que sua concentração é menor. Esse fenômeno é denominado Difusão.

Uma vez que as células têm em seu interior uma solução – o Citosol – e soluções aquosas em seu redor, certas substâncias podem entrar na célula ou sair dela espontaneamente por um processo chamado de Difusão Simples. As condições necessárias para que as partículas de uma substância entrem ou saiam da célula por difusão são que a membrana seja permeável a elas e que haja diferença na concentração da substância dentro e fora da célula. A entrada de gás oxigênio (O2) em nossas células, por exemplo, ocorre por difusão simples. Como as células estão sempre consumindo O2 em sua respiração, a concentração desse gás no meio celular interno é baixa. Por outro lado, no líquido que banha as células, proveniente do sangue, a concentração de O2 é relativamente mais alta, pois esse gás é continuamente absorvido pelo sangue que passa pelos pulmões. Como a membrana plasmática é permeável às moléculas de O2, ele simplesmente se difunde para dentro das células.

Muitas substâncias entram na célula e saem dela com a ajuda de proteínas componentes da membrana. Algumas dessas proteínas formam canais pelos quais moléculas de água, certos tipos de íons e pequenas moléculas hidrofílicas se deslocam. Outras transportam moléculas específicas, capturando-as fora ou dentro da célula e liberando-as na face oposta. Esse transporte facilitado por proteínas da membrana e que não gasta energia da célula para ocorrer é denominado Difusão Facilitada.

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Acima, temos: em A, proteína transportadora incrustada na membrana. Em B, ao tocar na proteína transportadora, moléculas são capturadas. Em C, a proteína transportadora muda de forma e movimenta-se na camada de lipídios, carregando as moléculas capturadas para a face interna da membrana. Em D, as moléculas transportadas são liberadas dentro da célula e a proteína transportadora readquire sua configuração original, voltando a se expor na face externa da membrana, à espera de novas moléculas ‘passageiras’.

 

Transporte Passivo: Osmose

Osmose é um caso especial de difusão em que apenas a água, o solvente das soluções biológicas, se difunde através de uma membrana semipermeável. O citoplasma é uma solução aquosa, em que a água é o solvente e as moléculas dissolvidas (glicídios, proteínas, sais etc.) são os solutos.

Se uma célula é colocada em água pura, a concentração externa desse solvente é maior que no interior da célula, em que a água divide o espaço com as moléculas de soluto. Consequentemente, a água tende a se difundir em maior quantidade para o interior celular, o que faz a célula inchar. Apenas a água se difunde, pois, sendo a membrana plasmática semipermeável, ela impede ou dificulta a passagem da maio­ria dos solutos.

Se uma célula é colocada em uma solução altamente concentrada em solutos, maior que sua concentração interna, haverá relativamente mais solvente (água) dentro da célula que fora, e a tendência é haver maior difusão de água de dentro para fora da célula que no sentido inverso, fazendo-a murchar.

Quando se comparam duas soluções quanto às concentrações em solutos, diz-se que a mais concentrada é Hipertônica (hyper, do grego superior; tonos, do grego tensão, intensidade, concentração) em relação à outra; esta, em contrapartida, é denominada Hipotônica (hypo, do grego inferior). Quando duas soluções têm concentração equivalente de solutos, elas são denominadas Isotônicas (Iso, do grego igual, semelhante). Para que ocorra osmose, deve haver sempre uma solução hipotônica e outra hipertônica separadas por uma membrana semipermeável.

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Comportamento de uma célula animal (hemácia) e de uma célula vegetal em soluções de diferentes concentrações. Em solução isotônica (coluna central) não ocorre alteração do volume celular. Em solução hipotônica (coluna da esquerda), as células absorvem água e incham – ficam Túrgidas. Em solução hipertônica (coluna da direita), as células perdem água e murcham – ficam Plasmolisadas. Em solução fortemente hipotônica, células animais tendem a estourar, ao passo que as células vegetais, sendo protegidas pela parede celulósica, incham até certo ponto, mas não estouram.

 

Transporte Ativo: Bomba De Sódio-Potássio

As células vivas mantêm, em seu interior, moléculas e íons em concentrações diferentes das encontradas no meio externo. As células humanas, por exemplo, mantêm uma concentração interna de íons de potássio (K+) cerca de 20 a 40 vezes maior que a concentração existente no meio extracelular (o sangue e os fluidos que banham as células). Por outro lado, a concentração de íons de sódio (Na+) no interior das células humanas mantém-se cerca de 8 a 12 vezes menor que a concentração do meio externo.

Para manter tais diferenças, contrariando a tendência da difusão, a célula gasta energia. Na membrana plasmática há proteínas transportadoras que agem como ‘bombas’ de íons, capturando ininterruptamente íons de sódio (Na+) no citoplasma e transportando-os para fora da célula. Na face externa da membrana, essas proteínas capturam íons de potássio (K+) do meio e os transportam para o citoplasma. Esse bombeamento contínuo é conhecido como bomba de sódio-potássio.

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A bomba de sódio-potássio é um processo de transporte ativo. Um complexo proteico incrustado na membrana transporta, em cada ciclo de atividade, três íons de sódio (Na+) para fora da célula e dois íons de potássio (K+) para o citoplasma. A energia para o processo provém do ATP.

 

Endocitose E Exocitose

Além do transporte passivo e do transporte ativo, certas substâncias entram nas células transportadas e saem delas por meio de bolsas membranosas. Utilizam-se os termos endocitose (endos, do grego dentro; kytos, do grego célula) e exocitose (exos, do grego fora), respectivamente, para os processos de entrada e de saída de substâncias na célula intermediados por bolsas membranosas de transporte.

Endocitose é o processo em que partículas são capturadas por invaginações da membrana plasmática e englobadas em bolsas, que passam a fazer parte do citoplasma. Os citologistas costumam distinguir dois tipos de endocitose: fagocitose e pinocitose.

Fagocitose é o processo em que a célula engloba partículas de tamanho relativamente grande por meio de expansões citoplasmáticas denominadas pseudópodes; eles ‘abraçam’ a partícula a ser englobada, envolvendo-a totalmente em uma bolsa membranosa, que se desprende da membrana celular e passa a fazer parte do citoplasma, recebendo o nome de fagossomo (phagein, do grego comer; soma, do grego corpo). A fagocitose é o processo pelo qual certos organismos unicelulares (protozoários, por exemplo) se alimentam.

Você sabia?

Quando o organismo humano contrai uma infecção bacteriana, certos tipos de glóbulos brancos deslocam-se até o local infectado, onde passam a ‘comer’ ativamente as bactérias invasoras por meio da fagocitose.

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Pinocitose (pinein, do grego beber; soma, do grego corpo) é um processo em que a célula engloba líquidos e pequenas partículas por meio da invaginação da membrana celular, a qual forma um canal no citoplasma; esse canal estrangula-se nas bordas e libera uma pequena bolsa membranosa que contém o material englobado, o pinossomo. A pinocitose ocorre em praticamente todos os tipos de célula.

Como precisam de energia para ocorrer, se diz que os processos de endocitoses e exocitoses são tipos especiais de transporte ativo.

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Você sabia?

A pinocitose é o processo utilizado pelas células do revestimento intestinal para capturar gotículas de lipídios presentes no alimento que digerimos. A maioria das células humanas também utiliza a pinocitose para englobar partículas de LDL (o complexo transportador de lipídios de baixa densidade) e delas aproveitar o colesterol, matéria-prima para a produção das membranas lipoproteicas.

Muitas células são capazes de eliminar substâncias por meio de bolsas formadas pela membrana, processo denominado exocitose. As substâncias a serem eliminadas são previamente acumuladas em bolsas membranosas, as quais se aproximam da membrana plasmática e fundem-se a ela, expelindo seu conteúdo para o exterior da célula. A exocitose é utilizada por certas células para eliminar restos da digestão intracelular. Células glandulares utilizam a exocitose para eliminar produtos úteis ao organismo, processo denominado secreção celular.